baladasdeagosto

domingo, 31 de julho de 2016

o mês de Agosto...

O mês de Agosto…

Ai, os sabores que me traz
O primeiro de Agosto!...
O mês do calor sem ferir
E do sol a brilhar.

Da praia a valer
Nas póvoas do mar.
Das uvas com cor
E passaredo a cantar.

Os foguetes subindo
As bandas tocando.
O mundo em festa
E o Minho também.

Senhora da Guia!
Rainha dos mares.
Senhora da Penha,
Ali à beirinha,
Nasceu Portugal.

Tocam as noras,
Searas verdinhas.
Andorinhas pelo chão,
Espalhando alegria.
São longos os dias
Para podermos brincar.

As noites estreladas,
Banhadas de lua.
Que geometria mais bela,
Espalhada no céu,
Luzindo a prata.

Que histórias tão lindas,
Nos contava o avô,
Na soleira das portas!...


Tapada de Mafra, 1 de Agosto de 2016
7h27m

Amanhecer cinzento

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes


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praia...

Alegria da praia...
Num lençol de areia,
à beira do mar,
há corpos deitados,
expostos ao sol.
Há toalhas de cor,
que esperam secar.
Barracas de pano
aparam do vento.
Cadeiras de encosto,
cravadas no chão.
Moçoilas garridas
de pernas tisnadas,
jogam a bola,
com a palma da mão.
E os miúdos atrevidos
secam o mar
e enchem os poços
com baldes e pás.
Passam banhistas
em passo apressado,
entram no mar,
rasgando as ondas.
E os surfistas de fatos escuros,
se fazem ao largo,
enlaçados às tábuas.
Parecem aranhas sem pernas.
Chegam avós com netos às costas.
Estendem a toalha,
e põem a mesa.
Passam as horas.
raiadas de sol,
sulcadas de vento.
É a festa da vida,
à beira do mar.
Mafra, 1 de Agosto de 2015
19h59m
Joaquim Luís Mendes Gomes
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da minha janela...

Da minha janela, à tardinha,
vejo os raios de sol,
vindos do mar,
subindo a encosta,
a procurarem abrigo 
no seio da mata.
Chegam cansados
da viagem dum dia.
Uma volta inteirinha,
À volta do mundo.
Querem dormir
Para acordarem cedinho.
Amanhã, outro dia,
Não dá para ficar.
Mafra, 31 de Julho de 2016
20h34m
Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes
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.

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Claudio Abado....

Claudio Abado...

Sinto a falta de ver no palco,
este gigante de batuta em punho.
Galvanizando tudo.
Gestos largos. Abraçando todos,
Que bela arte!...
Num repente, nos elevava aos céus.

Incandescente, apegava o fogo.
Uma orquestra a arder.
Se elevava a música,
era tanta a força,
tudo arrastava.

Parava o tempo.
A alma ardia.
Rachmaninov em fogo.
Uma maravilha!

Que pena!
Claudio Abado.
Se quedou para sempre...

ouvindo Rachmaninov, concerto nº 2 piano e orquestra

Bar Caracol, 31 de Julho de 2016

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes

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tapada real...

Tapada real…

Tenho na frente,
Cercada dum muro,
Uma tapada silente.
Adormece e acorda comigo.
Foi mata real.
Um século a fio.

Mudaram os tempos.
Com eles os reis.
Vieram os tropas,
Tornou-se uma selva,
Preparando a guerra.
Exercícios reais.

A bonança da paz,
Mudou-lhe as cores.
Mudaram os hóspedes.
Um jardim zoológico,
Recreio do povo,
Um espaço de paz.
Bendiz Portugal…

Tapada de Mafra, 31 de Julho de 2016

Amanheceu cinzento
Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes





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sábado, 30 de julho de 2016

apenas sonho....

Um sonho…
Sentei-me ao piano.
Uma assembleia de gente.
Estava nervoso.
Iria tocar Beethoven.
Moonlight…
Fechei os olhos.
Entreguei-me aos dedos.
Iam sózinhos pelas teclas pretas e brancas.
Apenas minha alma acesa.
Soletrava notas e acordes de tons.
Um fio de música,
Um rio a fugir.
O luar da lua caía do céu,
Enchendo de luz
Aquela noite de sonho.
Primeiro concerto.
Como nuvem voando,
As estrelas sorrindo.
Me enchiam o peito.
Um encanto perfeito.
Um enlevo do céu.
As luzes se abriram,
Chegado ao fim.
Choveram as palmas.
Acordei de dormir…
Ouvindo moonlight de Beetoven, a partir do Youtube
Mafra, 31 de Julho de 2014
22h10m
Joaquim Luís Mendes Gomes
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vagabundo...

Sei que sou vagabundo…

Me vejo um vagabundo neste mundo sem cores.
Onde murcharam mirradas de secura
Todas as flores perfumadas.

Os pássaros alegres e livres fugiram, escandalizados
Com as manchas dos mortais humanos.

Até as feras se recolheram nas selvas
Por não suportarem tanta maldade.

Ficaram desertos os mares sem vento.
E, pelos céus, de negrume,
Já não vagueiam as caravelas.

Fiz-me aos polos brancos com os restos da minha esperança.

Pode ser que ali, ao menos,
Ainda viceje a paz
Que sobrou da eternidade.


Tapada de Mafra, 30 de Julho de 2016
20h46m

Entardecer cinzento

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes



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dormências...

Dormências...

Externas e internas.
Num braço ou num pé.
Até a cabeça...dizem.
-eu não sei o que é.

À sombra ou ao sol.
Acordado ou não.

Há uma parte de nós
que, parece,
dorme ou parou.

O sangue não corre.
Parece que morre.

Mas não.
Basta erguer.
Agitar e mexer.
Tudo volta ao normal.

É só um sinal.

Dá para pensar.
Há o ter e não ter.

São fatais as internas.

Há viver e morrer.
E só se vive uma vez.
É preciso acordar e sentir...

Mafra, 30 de Julho de 2016
8h35m

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes

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sexta-feira, 29 de julho de 2016

me esqueço do tempo...

Esqueço as horas do tempo...
Me esqueço do tempo,
diante do mar.
Nem um soluço,
ou lamento
se solta de mim,
apesar de grande e pesado,
o fardo final
que a vida me deu.
Doce enlevo.
Olhar infinito.
Cercado de azul.
Horizonte no céu.
Se desprendem louvores,
saindo de dentro,
carregados de luz.
Um fumo de paz,
Recai sobre mim.
Peregrino cansado.
Nas horas do fim.
Olho para trás.
Tudo tão escuro.
Não sinto saudade...
Mas queria ficar,
assim leve e feliz,
como estou,
diante do mar...
ouvindo serenata de Schubert
Mafra, 30 de Julho de 2015
20h45m
Joaquim Luís Mendes Gomes
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foi lavrador...

Foi lavrador ...


O dono do caracol foi lavrador.
Tem uma quinta ao sol.
Onde cria de tudo.
Desde as galinhas
às uvas em abundância.

Enche pipas.
São bojudas suas batatas.
Que amarelinhas, saborosas as suas gemas.

Se lembrou um dia.
Sem trocar de vida.
Aqui na estrada,
abrir uma tenda.
E servir ao mundo,
com qualidade,
a produção que tem.

Um lindo espaço,
onde há de tudo.
Do café ao vinho.
Até de pão...

Bar "caracol" ao pé de Mafra, 29 de Julho de 2016
11h13m

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes

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o rouxinol de cordas...

Assim cantaria o rouxinol...

Se, em vez de asas,
tivesse as cordas dum violino,
cantaria assim o rouxinol.

Não precisava de pautas.
Nem de letras.
Só de cor, suas melodias,
ao raiar da aurora,
de tão frescas,
melodiosas,
encantariam todo o mundo.





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reféns da liberdade...

Reféns da liberdade…

Como os peixes do mar,
Somos reféns da liberdade.
Navegamos nela por todo o mundo.
A respiramos. Nos alimenta.
Suave e leve.
Mal se dá conta da gravidade.

Transparente ao sol.
Sua cor é vida.
É como o sal.
Dá-nos o verdadeiro sabor da realidade.

Sem ela, a morte eterna.
A escuridão total…

Tapada de Mafra, 29 de Julho de 2016
8h11m

Dia de sol

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes









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quinta-feira, 28 de julho de 2016

mar azul da madrugada...

O Mar Azul da Madrugada
Lancei-me ao mar da madrugada,
Vou pescar.
Levo as melhores redes, 
As mais apertadinhas.
Quero trazer comigo,
Para minha casa todos,
Como amigos,
Sem um ficar.
De todos eu preciso,
Para me alimentar em terra,
Cada dia, a toda a hora,
Onde tudo se acabou,
Foi para a valeta
Só há lama morta
E muito pó na estrada.
Não levo anzol,
De espetos
e bicos agudos…
Não quero ver sangue,
Só a alegria em rede,
De quem vem
Para a festa, em debandada,
Ao redor da minha mesa,
Com muito vinho novo
A jorrar às canadas,
Rubras,
E muita música alegre,
A iluminar gargantas
Cansadas de tão secas
E tão cansadas.
Venham todos daí comigo.
Para o mar, à pesca,
Para o mar vivo
E tão azul…
Que no nosso,
Acabou o vinho,
Já é mar -morto,
De tanto sal…
E já sem pesca.
Contigo ao lado,
Vai chover alegria certa,
A esbordar da mesa,
Neste mar sem fim,
Da madrugada,
Que é só nossa…
Ovar, 29 de Julho de 2012
3h34m
Joaquim Luís Monteiro Mendes Gomes
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estes são meus...

Estes são meus...

São dons que eu tenho.
Nasceram comigo.
Vêm de antanho.
No sangue corre.

Me fazem sonhar.
E enchem o peito.
Agarro-me a eles,
Como nauta perdido.
Andam comigo.
Meus companheiros.

Gosto das cores.
Lindos quadros.
Brilham ao sol.
Pintados à mão.
Brotam da alma.
Sonhos de amor.

Me encanta ouvi-los.
Que canto mais puro.
Chuva de graças.
Anjos do céu.

ouvindo Adágio de Albinoni por Paco de Lucia

Bar Caracol, 28 de 2016
10h7m

dia de sol, brando e suave

Jlmg

Joaquim Luís Mendes Gomes


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montanha com neve...

Montanha com neve...


Imagino ao longe,
diante de mim,
uma montanha enorme,
os cumes apenas,
cobertos de neve.

Aqui e ali, incessantes,
rasgando a encosta,
escorrem cascatas,
de águas sem fim.

Chegam ao vale.
Fazem um ribeiro
que cresce e que corre.
Se alarga num rio,
de margens frondosas,
serpente dos campos,
semeados de verde,
prenhe de peixe.

Aparecem as casas.
Que riem ao sol.
Têm quintais.
Com árvores de fruta.
Cantam galinhas.
Mugem as vacas nos curros.
Ladram os cães.

E o moleiro gorducho,
com o burro, sózinhos,
carregado de milho,
descem ao rio
para moerem farinha,
fartura de pão.

Nos bardos ao alto,
trepam videiras.
Se enchem de uvas
que engordam ao sol.

Lá para Setembro,
virão as vindimas,
que enchem as pipas
com sangue das uvas,
alegria das mesas,
saúde dos pobres e ricos.

Aqui e além, se ouvem batuques.
São os ferreiros nas forjas.
Malham a sério
nas bigornas queimadas,
aguçando os picos
que cortam as pedras.

Nas eiras ao sol,
camadas de milho,
queimam o verde,
se pintam de cor.

Das ermidas branquinhas,
soam as horas
e tocam os sinos
para a festa da missa.

Pelas ruas alegres,
crianças brincando,
já andam armadores,
erguendo os arcos,
pintados às cores.

Aí vem o Domingo,
se ouvem tambores,
sobem foguetes.
Enquanto o abade sózinho,
medita e escreve o sermão
para o dia da festa...

Tapada de Mafra, 28 de Julho de 2016
7h55m

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes














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quarta-feira, 27 de julho de 2016

morte da morte...

A morte da morte...
De repente, tocou a rebate.
O adro encheu.
Começou o debate.
Decretar uma lei
Sobre a morte da morte...
Questão crucial!...
Os ânimos ao rubro.
A multidão dividiu-se.
Depois de horas a fio,
Sem conclusão.
Decidiu-se à sorte,
Por cara ou coroa.
A cara era o sim.
E, por sorte...
Saíu.
Veio a festa.
Tocaram os sinos sem fim.
Ó que alegria...
Houve arraial.
A noite passou.
E novo dia também.
Sem a ameaça da morte,
- Os do sim e do não -
Ninguém queria voltar.
No resto tudo ficaria igual.
A fome e a sede.
O calor e o frio.
A doença e a dor.
O trabalho geral.
Se não queriam sofrer.
O tempo avançou.
A aldeia, feliz,
Os do sim e do não,
Voltou ao normal.
Pouco durou.
A discórdia surgiu e cresceu.
Entre dois grupos rivais:
Os que queriam viver sem sofrer,
E os que queriam viver sem trabalho.
E foi de tal ordem
Que os sinos tocaram a rebate
Outra vez.
Mas só apareceram
os que não votaram a morte da morte,
os mesmos do sim ao trabalho.
E assim, a aldeia,
Por mal
Ou por bem,
De novo,
Tudo acabou em guerra,
Sem morte.
Outro dilema pior!...
Berlim, 28 e Julho de 2013
9h47m
Joaquim Luís Mendes Gomes
.
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terça-feira, 26 de julho de 2016

rastos e restos...

Rastos e restos da praia...
Tem fraca memória esta praia deserta.
Tanta pégada gravada.
Dum dia para o outro,
o mar e o vento tudo levou.
Apenas os restos,
que as ondas trouxeram,
numa renda sem fim,
bordam a areia molhada.
Penas largadas das asas,
que as gaivotas perderam.
Pedaços de algas,
conchinhas sem conta,
expostos ao sol.
Plásticos sem cor
e farrapos de rede
que caíram dos barcos.
Por vezes, pedaços de cascos e a espinha dorsal.
Um dia partiram,
andaram à solta
e morreram no mar...
Bar Caracol, arredores de Mafra, 27 de Julho de 2015
8h51m
Joaquim Luís Mendes Gomes
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meus poemas...

Solto os meus poemas...

Como pássaros livres e alegres
eu solto os meus poemas.
Ali vão e só eles escolhem
onde poisam.

De vez em quando vem uma mensagem.
Me deixa inebriado. E comovido.
Sinal de que terá poisado bem
Onde fez bem.

É segredo.
Mas vou dizer:

É essa sua origem
e razão de ser...

Mafra, 26 de Julho de 2016

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes
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É Porto Covo...

É Porto Covo...
Tudo permanece certo, sereno e igual...
Naquela vila alentejana à beira-mar,
Tudo permanece certo, sereno e igual.
O mar é azul como o céu.
A seara ouro como o sol.
As casas se abraçam
com laços brancos e fitas de azul.
As ruinhas estreitas são ribeiras mansas de beleza a arder.
O ar é leve.
Ali reina a paz de estontecer.
É o Porto Covo ao pé do mar...
Mafra, 26 de Julho de 2016
Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes
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segunda-feira, 25 de julho de 2016

manchas e nódoas...

Manchas e nódoas…
Não deixam de ser glaciares
Aquelas montanhas de neve
Que cobrem os polos da Terra,
Com algumas refegas negras.
Não deixa de ser azul
O céu,
Com algumas nuvens voando.
Nem o mar sereno
Com alguns arrufos
De tempestade.
Não se perde um concerto ao piano,
Tocado por mãos divinas,
Se houver uma nota em falso.
E a felicidade que nos banha alma,
Com uma névoa de dor no corpo.
E um copo de vinho bom,
Mesmo que lhe caia dentro
um cisco…
O bem é bem, porque o mal existe…
Senão, tudo seria igual.
Que seria das montanhas belas
Se tudo fosse uma planície verde?
E do arroz de forno
Que não deixa esturro?
A harmonia total
Nunca existiu
Nem existirá…
Calor sem frio…
O que seria?
Não há alegria perene
Sem uma mancha de tristeza.
Quão enssonsa seria a vida
Se não tivesse dias de alguma angústia…
Como é bom chegar a casa
Depois duma longa ausência!…
Mafra, 26 de Julho e 2014
7h51m
Joaquim Luís Mendes Gomes
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domingo, 24 de julho de 2016

bola vazia e triste...

Bola vazia e triste...
Tenho pena da bola vazia
ao canto do quintal.
Galgou o muro e ali ficou ao sol.
Tanto brincou nas mãos do dono.
Há tanto tempo,
Maldiz a sorte que lhe tocou.
Até que um dia, tocou a campainha.
Duas miúdas, olhos redondos,
que atendi.
- somos vizinhas. a nossa bola saltou o muro. é grande e florida...
Fui buscá-la.
Ela sorrindo, estendeu seus braços...
Toda a a tarde brincou de novo.
Eu bem ouvi.
Tapada de Mafra, 25 de Julho de 2016
7h33m
Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes
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suave manifesto...

Suave Manifesto
Nunca desejei
Um dia,
Ficar lenda
Pelo que, de bom e belo,
Da minha pena pobre,
Possa passar.
Se o houver,
Não é a mim,
Que agradeço…
Será só ao fogo oculto
Que Alguém ,
De perto,
Sopra sempre,
A todo aquele
Que n’Ele crer.
Cada mortal na terra,
Tem um fim
E um plano.
Que mora e vai,
Para fora dele…
Não é obra sua.
Traz, em si,
Gravada,
Uma marca íntima
Que ninguém apaga,
Do cinzel e tinta
Do seu Pintor.
Ela está lá.
É só avivar…
Com humilde
E terno labor.
E, alegre,
Expor ao sol,
Para que a obra
Que não é sua,
Para sempre,
Brilhe,
E,
Em segredo,
Ilumine e eleve
Todo o mundo.
Ovar, 25 de Julho de 2012
4h5m
Joaquim Luís Monteiro Mendes Gomes
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sem calor nem frio...

Um calor infernal...

As pombas estão cansadas de arrulhar.
Crepitam as pedras da muralha
que nem o musgo quis tapar.

O melhor é fugir para longe.
Tomar o barco e arrostar as ondas.
Deixar a terra sem querer voltar.

Que tem o sol que escancarou.
Frigindo o solo,
sem lei nem grei.
Mais vale a neve,
de branco e pura.

Volte a chuva
em doses certas.

Viver é bom,
Mas sem calor nem frio...

Mafra, 24 de Julho de 2016
17h8

Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes

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nem físico nem matemático...

Nunca poderia ser físico nem matemático...
Toco as cordas da liberdade.
Meu mar é o céu.
Minhas penas são as asas
que me levam.
Não caibo no espartilho milimétrico
duma equação.
Nem na pauta fresca dos solilóquios
Que a música dá.
Rumo à praia do infinito
nas estrofes breves que escrevo só.
Sou do tempo de ninguém.
Narro minhas fábulas
nas areias secas do deserto.
Minha tenda em pano só a abro durante a noite.
Porque o dia é um sonho lindo a despertar...
Tapada de Mafra, 24 de Julho de 2016
10h54m
ouvindo Rachmaninov, concerto nº 3, por Katya Buniatis wilii
Jlmg
Joaquim Luís Mendes Gomes
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a ementa hoje...

A ementa de hoje...
A ementa de hoje
Só tem dois pratos:
Um é o fantasma da ópera.
Outro, o tema de Lara.
O resto serve-se, lá fora,
À farta,
À conta da natureza.
Temos serras ao alto,
A escorrer de branco.
Temos rios e fontes,
À discrição de todos.
Temos catedrais acesas,
Bolinhos do céu.
Cataratas gigantes,
A escorrer de natas.
Delícias do mar,
A jorrar de espuma.
Jardins em flor,
De fazer chorar.
Tudo é de graça.
Por conta de Deus...
Berlim, 23 de Julho de 2013
11h53m
Joaquim Luís Mendes Gomes
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nas costas de Berlim...

Nas costas de Berlim...

Escrevo em Mafra.
Nas costas de Berlim.
O pensamento voa
Num vai e vem sem fim.

O longe é perto,
Se se quer bem.

Dois mundos.
Um, é sal azul e sol.
O outro é verde e nuvem.

No azul , o acaso é ordem.
No verde a ordem é lei.

Minha alma azul é mar.
Meu corpo é verde e esperança.

A lei é ir e voltar sem fim...

Mafra, 7momentos, 24 de Julho de 2016
10h18m

Jlmg

Joaquim Luís Mendes Gomes

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sábado, 23 de julho de 2016

virtudes da sombra...

Virtudes da sombra
É na sombra que crescem raízes.
Humildes,
Como larvas felizes, 
Cavam alicerces,
Prendem amarras,
Na crosta das rochas.
Vivem do húmus, se o houver,
Sem reclamar.
Tecem as malhas,
Que vestem,
Como musgo da terra.
Bebem da água
Que a chuva lhes deixa
Ou brota do chão.
Na hora certa,
Com tudo exacto,
Abre seus olhos,
Põe-se a espreitar.
Olha para o céu,
Fazendo as contas.
Se houver lugar,
Põe-se a crescer,
Com a força do sol.
Foge das nuvens,
Foge das sombras,
Para não morrer.
Crescem-lhe os ramos,
Como um andor.
Pintado de verde.
Brotam botões,
Como anéis a brilhar,
Na ponta dos dedos.
Expostos ao sol,
Rebentam folhinhas,
Envolvem um ventre,
E ficam às cores.
Soltam perfumes,
Que vão pelos ares
Fornalhas de seres
Fruto abundante...
Dão para comer e guardar
No chão das raízes...
Berlim, 24 de Julho de 2013,
7h48m
Joaquim Luís Mendes Gomes
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sexta-feira, 22 de julho de 2016

a ementa de hoje...

A ementa de hoje...
A ementa de hoje
Só tem dois pratos:
Um é o fantasma da ópera.
Outro, o tema de Lara.
O resto serve-se, lá fora,
À farta,
À conta da natureza.
Temos serras ao alto,
A escorrer de branco.
Temos rios e fontes,
À discrição de todos.
Temos catedrais acesas,
Bolinhos do céu.
Cataratas gigantes,
A escorrer de natas.
Delícias do mar,
A jorrar de espuma.
Jardins em flor,
De fazer chorar.
Tudo é de graça.
Por conta de Deus...
Berlim, 23 de Julho de 2013
11h53m
Joaquim Luís Mendes Gomes
2 comentários
Publicada por Joaquim Luís Mendes Gomes à(s) 23:53 Sem comentários:
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quinta-feira, 21 de julho de 2016

uma palavra a dizer...

Uma palavra a dizer...

Não quero ficar impávido e sereno,
Adormecer
Ou mesmo morrer,
Sem uma palavra a dizer.
A minha. Só minha.
Como eu vejo o mundo.

Não vim para assistir na bancada.
Agitarei as águas,
Arejando suas entranhas
Para fermentarem de mais vida.

Podarei as ramadas secas
Que só pesam e fazem sombra.
Há botões em flor
Que só querem ver a luz do sol.

Quero entoar hinos de esperança
Pelos lares mais escuros.
Nossa meta é vencer a vida
Com alegria...

Tapada de Mafra, 22 de Julho de 2016

sexta-feira cinzenta

Jlmg

Joaquim Luís Mendes Gomes

Publicada por Joaquim Luís Mendes Gomes à(s) 23:34 Sem comentários:
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Seara de vento…
Sigo na estrada,
Através duma seara de vento.
Oiço as cigarras, adejando,
Desasossegadas,
E as libelinhas negras.
Poisadas sobre as papoilas.
Esvoaçam baixinho as toutinegras.
Sobre as espigas baloiçantes.
Das nuvens albas, lá no alto,
Jorram rios de luz de prata.
Sobre a terra.
Caem bênçãos infinitas
De energias paralelas.
É o calor, nem mais nem menos.
E a força da gravidade
Que à terra-mãe nos amarra e prende.
É a suavidade da planície,
Um altar de vida,
Exposto ao sol.
É a serra ao fundo,
Muralha imensa,
Que nos doseia o vento
Que em mar de ondas,
Sacode o pólen,
Disseminando as cores.
É o mar ao lado,
Espelhando o céu
Que nos liga ao mundo.
E o tempo na sua voragem
Num comboio apressado,
Nos transporta à força,
Para o fim do mundo…
Mafra, 22 de Julho de 2014
6h49m
Joaquim Luís Mendes Gomes
8Isabel Costa, Francisco Estebainha e 6 outras pessoas
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FAZ HOJE 3 ANOS
Segunda-feira, 22 de Julho de 2013
Joaquim Luís Mendes Gomes
22 de Julho de 2013 às 8:21 · 
Aqui, em Berlim, onde tudo funciona bem, e se vive melhor, ninguém faz ideia do que se passa no meu País...
5Manuel Maia, Graça Costa e 3 outras pessoas
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Joaquim Luís Mendes Gomes
22 de Julho de 2013 às 7:42 · 
Meu País morrendo...
“Sôbolos” dias
que vão correndo,
em Portugal,
Vai um rio de babilónia,
Onde a alegria foi roubada
Pela desgraça do desvario.
Nada escapa.
Desde os reis
Aos bispos
E à nobreza.
Até ao povo,
Inculto e escravo...
Reina a opressão,
Cruel e sem limites.
O mal é rei,
Por todo o lado.
Há fome e guerra,
Sobre inocentes,
Dentro das casas.
O sol do sonho
Se apagou.
Reinam as trevas,
Com tantas mentiras.
Quem fala verdade?...
Onde a lei não vale.
A inversão total.
Apetece fugir...
Ouvindo Clayderman...
Berlim, 22 de Julho de 2013
8h36m
Joaquim Luís Mendes Gomes
2Graça Costa e Maria Isidoro
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FAZ HOJE 5 ANOS
Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Joaquim Luís Mendes Gomes
22 de Julho de 2011 às 14:23 · 
Nunca se viu terra assim...
NUNCA, NINGUÉM VIU UMA TERRA ASSIM!…

Naquela terra,
Seca,
...
Ver Mais
Por hoje, é tudo.
Publicada por Joaquim Luís Mendes Gomes à(s) 23:14 Sem comentários:
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