domingo, 18 de fevereiro de 2018

Valor do tempo...




O valor do tempo …
Leva seis meses a vestir de verde a terra nua e fria.
De mais três precisa o ventre humano para dar à luz um sonho divino.
Entretanto, quantas voltas deu a terra, na sua adoração ao sol.
E de quantas ondas beijou do mar a terra.
Quantas vezes se abriram, de par em par, nossas janelas para deixar entrar a luz do sol.
E as nossas portas para entrar mais um amigo.
Porque demorei eu tanto a visitar o amigo que caíu doente, se para mim, nunca faltou o tempo.
Quanto tempo aguento sem o calor dum só sorriso ou uma prova de que sou amado?...
Berlim, 18 de Fevereiro de 2018
9h19m
Jlmg

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Queria nascer de novo...



Queria nascer agora…

Agora que todo mundo se encontrou na amizade pura e fraternal.
Que a humanidade se enraizou no amor fecundo,
De paz, concórdia e bem-estar.

Não mais a guerra, nem a fome devoradora que esquecia os fracos.
Aqueles que nada tinham.

Não são os algozes que detêm o poder nas gentes.
São os príncipes da paz e da alegria.
Semente da abundância generalizada.
A fartura avança com força do sol.
Cresce em nós a vontade de existir.
Saboreando as belezas desta natureza infinita
Que veste de azul e verde o mar e as montanhas.

Agora, eu quero voltar a viver. Porque o mundo é bom…só bom…

Ouvindo Neil Diamond

Berlim, 17 de Fevereiro de 2018
18h4m
Jlmg

Cuidado nas curvas...



Cuidado nas curvas…

Para lá da curva,
Para quem não conhece
Ou não sabe voar,
Há um ambiente oculto, diferente ou não.
Uma criança a brincar.
A polícia, quem sabe?

Abrandar, dobrar a atenção é o mínimo, para quem queira chegar.

Piores que as do chão são as curvas do tempo.
Quando mudam as modas,
Quando muda o regime.
Um golpe de estado.
Para melhor ou pior.

Não há quem escolher e o presidente não sai.
Daria bem jeito.
Que grande barrete.
Abraços e beijos.
Quem o lá pôs espetou-se na curva.

Berlim, 17 de Fevereiro de 2018
13h3m
Jlmg












quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Esbanjar viver...



Esbanjar viver…

Gastar tempo em ninharias,
em vez de o ajardinar de cores e perfumes matinais.
Acalentar rancores por inimizades e questiúnculas, com alguém que já nem sequer cá está.

Abordar o mar numa tarde solarenga sem o mergulhar.
Sair sozinho e deixar o filho em casa quando ele pediu para brincar.
Fingir não ver o sorrir de alguém que, afável, nos saudou na rua.

Nada fazer a alguém que chora ao pé de casa.
Esquecer quem, um dia, nos salvou duma aflição.
Chegar ao fim da vida sem saber o que cá veio fazer…

Berlim, 16 de Fevereiro de 2018
8h7m
Jlmg