Da confusão ao caos...
O caminho está traçado.
Aquele club tenebroso que surgiu em 1954,
Com Kissinger à frente, pestilento,
Quer subjugar o mundo. Subvertendo tudo.
Valores profundos. Os pilares da vida.
A família e as nações.
Desfazer fronteiras.
Para isso, alicia os mais fortes
em cada país.
Ninguém resiste.
Reis, rainhas, presidentes e qualquer um, desde que tenha poder.
Elegeu Bush. Desfez Nixon.
Os reis de Espanha. Da Holanda.
O Macron-boneco.
O Balsemão lá atrás.
Sempre ao dispor.
O Durão Barroso,
Um senhor do mal.
Só um cataclismo
Poderá repor o que a civilização criou...
Bar do Reichelt, 9 de Novembro de 2017
10h40m
Jlmg
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Mar da simplicidade...
Mar da simplicidade…
Navego no mar da simplicidade.
Onde são brandas as ondas
E, raras, deixam espuma.
Só agitam para purificar e lançar ao
vento, os fiapos da vaidade que, apesar de tudo, crescem e só enganam.
Foi este o jeito que escolhi para
viver.
Minha bandeira é o bem e a paz.
Sinto fome de luz e cor.
Adoro o bom e o belo em majestade.
Não me sinto bem no fundo do vale
profundo.
Rodeio os obstáculos que não deixam
ver ao longe.
Sossego contemplando a dissipação das
nuvens.
Meu leito é a claridade da
transparência.
Quinta-feira cinzenta
Berlim, 9 de Novembro de 2017
8h35m
Jlmg
Manhã de Novembro...
Manhã de Novembro…
Nublada de sol.
Carregada de frio.
Fumegam narinas.
Vestes compridas.
Formigam os carros.
Vidraças fechadas.
Autocarros bem cheios
Libertam lugares.
Carregam quem espera
E seguem a marcha.
Saltitam os corvos, alheios às
gentes.
Buscam as sobras.
Só prestam para eles.
No meio do bosque,
Jardins de brinquedos.
Voam baloiços.
Crianças alegres trepam escadas
E descem escorregas.
Pelos passeios da rua,
Cirandam os velhos,
De bengala ou não.
Vão para os “Supers”.
Fazem as compras,
Enchem seus carros.
Em casa é que nunca.
Dinheiro não falta.
O Estado atento
Aos de dentro e de fora,
Não falha
E cumpre na hora.
Assim é em Berlim…
Bar do Reichelt, 8 de Novembro de
2017
11h37m
Jlmg
terça-feira, 7 de novembro de 2017
As minhas sombras...
As minhas sombras…
Há tanto, começou a viagem.
Vai longa. Se perde no tempo.
São imensas as sombras na sepultura.
Umas de longe. De ouvir falar.
Pelo jornal e rádio. Televisão, internet, depois.
Vai longa. Se perde no tempo.
São imensas as sombras na sepultura.
Umas de longe. De ouvir falar.
Pelo jornal e rádio. Televisão, internet, depois.
Outras, muitas, de ao pé de mim.
Os meus vizinhos, onde nasci.
Ali bem ao sol. Na linda encosta.
Depois cresci. Me fiz ao mundo.
Os vejo a todos.
Lhes oiço o falar. As suas vozes.
O seu sorrir.
Eram tão puros. Pobreza enorme.
Com tão pouco viviam.
Eram felizes.
Os meus vizinhos, onde nasci.
Ali bem ao sol. Na linda encosta.
Depois cresci. Me fiz ao mundo.
Os vejo a todos.
Lhes oiço o falar. As suas vozes.
O seu sorrir.
Eram tão puros. Pobreza enorme.
Com tão pouco viviam.
Eram felizes.
Me ponho a contá-los.
Tantas centenas.
Todos com nome.
Tanto me deram.
Ainda vivo deles.
Tantas centenas.
Todos com nome.
Tanto me deram.
Ainda vivo deles.
Há muitos anos.
As minhas sombras benignas.
Das outras, não,
Todas esqueci…
As minhas sombras benignas.
Das outras, não,
Todas esqueci…
Berlim, 8 de Novembro de 2017
8h15m
Jlmg
8h15m
Jlmg
Com a força destes braços...
Com a força destes braços…
Abraço a vida com a força destes
braços.
Me entrego a ela de corpo e alma em
cada dia.
Às vezes, escurece o sol.
Cai a chuva e o vento brame e esgaça.
É quando mais a amo e me agarro.
Como é bom rever e ressentir o brilho
que a alegria tem e dá.
Espalhá-la ao redor conforme meu
jeito.
Repousar meu corpo só para que a alma
o dome e oriente nas encruzilhadas.
E elas são tantas. Tantas vezes são
armadilhas.
E não é bom voltar atrás…
Ouvindo um concerto de Mozart
Berlim, 7 de Novembro de 2017
17h57m
Jlmg
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Entro no mar...
Entro no mar...
Como Pablo Neruda na sua Isla Negra,
entro no mar, pensando na metáfora do Universo.
Que nos contém e nos abraça.
...
Como Pablo Neruda na sua Isla Negra,
entro no mar, pensando na metáfora do Universo.
Que nos contém e nos abraça.
...
Abraço as ondas ternas num vaivém constante.
Me deleito na suavidade da sua água tépida.
Mergulho meu corpo leve
e saboreio a doce sensação da intimidade.
Meus pés na areia ocultos,
agradecem o grato alívio que o mar lhes dá.
Olho ao longe a linha ténue do horizonte infindo.
Escorre-me na pele a frescura da água que me banha a mente.
Poiso minhas pálpebras para que os olhos sonhem.
Outra galáxia se abre à frente
onde, radioso, o belo mora em plenitude.
Me enlevo olhando tantas cores bailando.
Desenham formas tão belas, nunca meus olhos viram.
Se não viesse da noite o frio,
Quereria aqui ficar eternamente...
Ouvindo Maria João Pires tocando Mozart
Berlim, 7 de Novembro de 2017
7h45m
Jlmg
Me deleito na suavidade da sua água tépida.
Mergulho meu corpo leve
e saboreio a doce sensação da intimidade.
Meus pés na areia ocultos,
agradecem o grato alívio que o mar lhes dá.
Olho ao longe a linha ténue do horizonte infindo.
Escorre-me na pele a frescura da água que me banha a mente.
Poiso minhas pálpebras para que os olhos sonhem.
Outra galáxia se abre à frente
onde, radioso, o belo mora em plenitude.
Me enlevo olhando tantas cores bailando.
Desenham formas tão belas, nunca meus olhos viram.
Se não viesse da noite o frio,
Quereria aqui ficar eternamente...
Ouvindo Maria João Pires tocando Mozart
Berlim, 7 de Novembro de 2017
7h45m
Jlmg
Um eu diferente...
Um eu diferente...
Hoje sou um eu diferente de há um ano.
Sou o mesmo. Mas algo em mim já não o é.
Enfraqueceu minha visão.
E o meu ouvido só atende aos graves.
Minha voz amaciou.
O meu rosto ao espelhou me parece bem.
Mas está mais velho.
Dormir a sesta tornou-se indispensável.
E as lembranças mais velhas se enevoaram um tanto.
As palavras das coisas e das ideias me saem mais perras.
E, sei lá, não dou conta se repito as mesmas histórias.
É a lei do tempo. Não perdoa nada do que me deu.
Agora cobra e eu, já não ganho para lho pagar...
Berlim, 6 de Novembro de 2017
20h08m
Jlmg
Hoje sou um eu diferente de há um ano.
Sou o mesmo. Mas algo em mim já não o é.
Enfraqueceu minha visão.
E o meu ouvido só atende aos graves.
Minha voz amaciou.
O meu rosto ao espelhou me parece bem.
Mas está mais velho.
Dormir a sesta tornou-se indispensável.
E as lembranças mais velhas se enevoaram um tanto.
As palavras das coisas e das ideias me saem mais perras.
E, sei lá, não dou conta se repito as mesmas histórias.
É a lei do tempo. Não perdoa nada do que me deu.
Agora cobra e eu, já não ganho para lho pagar...
Berlim, 6 de Novembro de 2017
20h08m
Jlmg
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