domingo, 24 de setembro de 2017

Pingas de chuva



Pingas de chuva

Tilintam nas telhas
e nos varais da varanda
as pingas da chuva.
Morreu o Verão
com fome de sol
e raiva de fogos.

O Outono, fiel,
Caiado de cores,
chegou à estação.
Mesmo molhado
Já fazia saudades.

Traz as colheitas,
A vindima das vinhas.
Enchem as eiras,
Se enchem lagares.

O ano foi bom.
Banhado de sol.
Gordas uvinhas,
Enchiam os bardos.
Grossas espigas,
Sorrindo trigueiras,
Encheram de grão
As lajes das eiras.

Pão com sardinhas,
Bacalhau em bolinhos,
Fatias de broa,
Regados de vinho,
Regaram de amor
O coração das ceifeiras.
Bendito Outono,
Só volta para o ano.

Berlim, 24 de Setembro de 2017
11h13m
Jlmg










Toque de sinos em Berlim



Toque de sinos em Berlim

Estou a ouvi-los ao Domingo.
Pela manhã.
Ressoam em hino, por entre o ruído dos carros ou aviões.
Chamam para a missa ou serviço divino.

Sem complexos. Desafiam os tempos.
Atestam a fé de que este mundo é pequeno.

Se enchem os templos de gente asseada.

Afinal, Berlim que é tão grande,
ainda é uma aldeia onde se ora a Deus.

Berlim, 24 de Setembro de 2017
10h22m
Jlmg





Toque de sinos em Berlim

Estou a ouvi-los ao Domingo.
Pela manhã.
Ressoam em hino, por entre o ruído dos carros ou aviões.
Chamam para a missa ou serviço divino.

Sem complexos. Desafiam os tempos.
Atestam a fé de que este mundo é pequeno.

Se enchem os templos de gente asseada.

Afinal, Berlim que é tão grande,
ainda é uma aldeia onde se ora a Deus.

Berlim, 24 de Setembro de 2017
10h22m
Jlmg